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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro - programa imperdível!

Olá pessoal!

No início desse mês (03/09), tive a oportunidade de prestigiar o II Iate in Concert, realizado pelo Iate Clube de Brasília, que organizou um belíssimo evento beneficente para proporcionar música clássica ao público da cidade!

À beira do Lago Paranoá, num entardecer, foi a primeira vez que assisti a uma apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro (OSTNCS), e fiquei encantada com a qualidade dos músicos e com a simpatia do maestro Cláudio Cohen, que sempre explicava um pouco de cada peça antes da execução.

Palco montado para o evento e o público prestigiando a orquestra

O programa foi bastante acessível, iniciando com músicas famosas do cinema, como a trilha sonora de Star wars, Missão Impossível e Piratas do Caribe, passando pelos musicais da Broadway, com canções do Fantasma da Ópera e Les Miserables, lindamente interpretadas pelo tenor Jean Nardoto e pela soprano Della Henry, e por fim temas clássicos como o Bolero de Ravel  e a Abertura 1812 de Tchaikovsky...

Mas o que me arrebatou mesmo foi a ária Nessun Dorma, da obra de Giacomo Puccini, conhecidíssima na interpretação de Luciano Pavarotti. É impressionante como a música desperta emoções! Nessa hora a platéia toda aplaudiu de pé!

Além de proporcionar um espetáculo de excelente qualidade, o evento arrecadou mais de seis toneladas de alimentos, que serão destinadas a programas sociais do Distrito Federal.

A Orquestra Sinfônica foi fundada em 1979 pelo maestro Cláudio Santoro e tradicionalmente se apresentava no Teatro Nacional, espaço que está fechado para reformas desde 2014. Atualmente, a orquestra pode ser apreciada gratuitamente todas as terças-feiras, em locais variados da cidade. Para saber a programação, a dica é pesquisar no sítio da Agência Brasília

Hoje à noite a Orquestra se apresenta no Teatro dos Bancários, que fica na 314/315 Sul, a partir das 20:00h. O programa da noite será uma homenagem a compositores alemães, como Beethoven e Bach! Quem se animar, é só retirar os ingressos na bilheteria do teatro a partir de 13:00h. Vamos lá?

sábado, 23 de abril de 2016

Daniel Briand - Le café plus parisien à Brasília!

Olá pessoal!

Hoje vou falar do Daniel Briand, o café mais charmoso de Brasília que te transporta diretamente para Paris! Aberto em 1995, o café fica na 104 norte, de frente para uma área verde, com mesinhas delicadamente decoradas com vasinhos de astromélias e árvores iluminadas ao anoitecer.

Um dos meus pedidos favoritos nesse café é uma deliciosa fatia de Torta Opera acompanhada por um espresso adoçado com chantilly! Para quem ainda não conhece, a torta Opera é um clássico da patisserie francesa, criada em meados dos anos 50. Composta por finas camadas feitas de biscoitos Joconde embebidos em calda de café, de creme de manteiga e de ganache de chocolate, a torta possui um equilíbrio de sabores, doce na medida certa, como manda a tradição francesa...


A paternidade da iguaria é disputada por dois expoentes da confeitaria francesa. Há quem diga que o doce foi criado em 1955 por Cyriaque Gavillon, proprietário da famosa Dalloyau, uma das confeitarias mais tradicionais da França. Outros alegam que seu criador seria o renomado chef Gaston Lenotre, que a teria inventado em 1960. 

De acordo com o blog FranceFeel, as explicações para o nome da torta também variam. As cores seriam uma homenagem à luxuosa Opera Garnier em Paris; ou ainda cada camada representaria um dos atos de um espetáculo de ópera.  

Independente da origem, o que importa é que o doce é delicioso e companheiro ideal de uma xícara de café, para adoçar uma tarde preguiçosa em Brasília! 

O Daniel Briand também possui inúmeras opções para os amantes da culinária francesa, como croissants, quiches, macarons...  Além do esmero no preparo, o que mais me encanta no lugar é a atmosfera francesa! E vocês, queridos leitores, já conhecem o lugar?

Beijos!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Viajar é preciso?

Olá pessoal!

Como passaram o Carnaval?  Espero que tenham aproveitado minhas dicas culturais, para aqueles que ficaram em Brasília! ; )

Hoje estou voltando à rotina depois de viajar para Aracaju/SE no feriadão, o que será assunto para um post futuro, com muitas dicas do que fazer por lá!

E já que estamos falando de viagens, quem nunca ficou com uma "pontinha de inveja" ao ver a timeline dos amigos no Facebook, no Instagram e conferir fotos fantásticas de lugares como Ilhas Maldivas, Tailândia, China, Alemanha, Espanha, entre tantos lugares maravilhosos que existem por aí afora para conhecer? E pensou: "Puxa, e eu só viajo para lugar sem graça, no Brasil mesmo..." ou "E eu fiquei em casa, no feriado, de novo!"

Muitas vezes parece que estamos competindo para ver quem viaja mais, para lugares mais distantes, mais chiques, mais interessantes! Eu mesma já perdi muito tempo com essas comparações sem sentido, e comecei a pensar: "Por que será que gostamos tanto de viajar?"

Me parece que o que atrai na viagem em si não é tanto o destino, mas a ideia de sair daquela rotina do dia-a-dia que nos impede de desfrutar nossos dias fazendo aquilo que mais gostamos, como por exemplo experimentar comidas novas, assistir a uma peça de teatro ou manifestação cultural, visitar um museu, tomar sol, experimentar algo novo como andar de SUP, andar por aí sem rumo... 

Não é tão raro ver pessoas que vivem de segunda a sexta de forma automática (casa - trabalho - casa) e deixam para se divertir somente aos finais de semana, feriados ou férias, como se a vida que valesse a pena ser vivida somente coubesse nesses momentos de ócio e diversão pré-definidos. E aí nesses momentos de "fuga da dura realidade" visitam feiras de artesanato natalinas na Alemanha, assistem apresentações de fado em Portugal, degustam um café da tarde numa patisserie  francesa, conhecem os templos budistas na Tailândia, e retornam ao Brasil maravilhados pela preservação da arquitetura, dos costumes, das paisagens que somente existem "fora do Brasil".  E, de forma contraditória, nunca sequer conheceram pontos turísticos tradicionais de sua própria cidade ou do nosso país...

Com isso não quero dizer que somente se deve viajar para o exterior após visitar todas as atrações locais, mas proponho a todos nós: que tal cultivar um novo olhar para o ambiente em que vivemos e que também possui muitas coisas interessantes para se conhecer e fazer?

Por que não ser turista na sua própria cidade e, dentro de sua própria rotina, se permitir um passeio diferente para aquele lugar "tachado como de turista"? Por que não buscar conhecer as origens das manifestações culturais do nosso próprio país? Por que não se permitir um café no meio da tarde de um sábado para contemplar a paisagem, como se faria em Paris?

Acredito que a beleza da viagem está, essencialmente, em ver o mundo com olhos curiosos, de quem vê tudo pela primeira vez, e está ávido por absorver a beleza em cada detalhe! E isso pode ser feito em qualquer lugar!

Eu descobri verdadeiras preciosidades em viagens despretensiosas, que me fizeram ver beleza onde menos esperava!

Janelas floridas em Goiás Velho - GO
 
Decoração de barraquinha da festa junina da Paróquia Santo Antônio, em Brasília -DF

Decoração natalina em um café colonial da zona rural de São José dos Pinhais -PR
 
Vila holandesa - Parque da Imigração Holandesa em Carambeí/PR


E vocês, queridos leitores, já experimentaram ser "turista na própria casa"?
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Beijos!