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domingo, 7 de fevereiro de 2016

Exposição ComCiência - CCBB

Olá pessoal!

Hoje vou trazer mais uma dica de programa cultural para quem está passando o feriado em Brasília e não é muito fã dos festejos do rei Momo! 


A dica da vez é a exposição Comciência, da artista australiana Patricia Piccinini, no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB). A exposição começou sua temporada no dia 21 de janeiro e permanece na cidade até 04 de abril. A entrada é franca e a visitação é de 9:00h às 21:00h, todos os dias da semana, com exceção de terça-feira, quando o CCBB fica fechado.



Tive a oportunidade de conferir a mostra no primeiro final de semana de exposição, cheguei logo pela manhã, antes da abertura, para evitar filas, e consegui ver todas as três salas com calma e registrar todas as obras! As fotos são permitidas, porém sem flash

Estava bastante ansiosa para conferir essa exposição, devido ao realismo das obras, porém saí com uma sensação bastante agridoce após vê-las. 

A ideia da artista é provocar uma reflexão/inquietação sobre os limites da evolução científica e tecnológica da humanidade, que tem levado à "humanização das máquinas" e a "coisificação dos homens.



Também busca questionar o nosso olhar diante daquilo que é diferente e/ou repugnante. Lido com a inocência de uma criança, que aceita sem questionar? 


Ou me sinto impelida a me afastar, por que não me reconheço naquilo que vejo?



A obra da artista é instigante e visceral, provoca até mesmo reações físicas de desconforto, porque provoca questionamentos que não são fáceis de responder, como por exemplo, quais os limites da manipulação genética? Estamos preparados para enfrentar as suas consequências?  

Ao final, saí convencida de que a empatia, a ternura e a inclusão são umas das principais virtudes da humanidade, que devem ser resgatadas e trabalhadas no dia-a-dia, e que reconhecer a importância dessas virtudes é o primeiro passo para efetivamente praticá-las nas nossas vidas.



E vocês, já foram conferir a exposição? O que acharam?
Beijos da Stef : ) 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Vivendo no presente!

Boa tarde pessoal!

No post de abertura desse blog, comentei sobre a minha intenção de, nesse ano de 2016, buscar mais equilíbrio entre as diferentes áreas da minha vida, buscando reduzir um pouco a importância que sempre dei ao meu lado profissional para desenvolver outros interesses que impactam diretamente no meu dia-a-dia.

Nascer do sol - Ponte JK

A ideia de viver a vida com foco no presente não é nova, tem tudo a ver com os ensinamentos da filosofia budista e com a prática da meditação, por exemplo. Viver com a cabeça no hoje, não no amanhã, nem no ontem, é um conceito simples mas absolutamente radical para mim, que sempre vivi com a cabeça "lá na frente", sonhando com o futuro, sem enfrentar as coisas que me incomodavam hoje!

Sou daquelas que arruma a mala para viajar com uma semana de antecedência; que planeja o roteiro da viagem em minúcias, com passeios e restaurantes pré-definidos; que adora colocar todos os afazeres na agenda e depois se estressa na segunda com aquilo que terá que fazer na quinta; que conquista uma coisa e já está pensando no próximo passo!

Viver no futuro traz como consequência um sentimento de ansiedade indefinido que, quando permanente, traz danos para a saúde física e mental. Senti na pele esses efeitos e fui obrigada a desacelerar e a aprender a desfrutar a vida como ela é, agora!

Nesse aprendizado, comecei a buscar algumas referências e me deparei com o famoso livro O Poder do Agora, do escritor alemão Eckhart Tolle, escrito em 1997. O livro é bastante profundo e merece várias leituras para absorver bem as ideias que o autor busca transmitir!  A principal delas é esquecer o tempo psicológico, que é aquele tempo que criamos na nossa mente, dissociado do presente, e que nos remete a situações que já aconteceram (passado) ou que ainda irão acontecer (futuro), e focar toda a atenção e energia no agora, que é o único momento que existe.

Com o foco no presente, nos tornamos mais energizados e preparados para enfrentar eventuais obstáculos quando e se efetivamente aparecerem, sem tentar antecipar situações que sequer podem acontecer. Eckhart Tolle defende um estado de total entrega e aceitação das coisas como ela são, o que não se confunde com submissão ou apatia, mas com a ideia de não oposição ao fluxo da vida. Devemos aceitar as coisas como elas são, sem criar resistência e por conseguinte, sofrimento. Profundo, não?

Vocês devem estar se perguntando - mas como ter objetivos ou planos para o futuro se só penso no agora? Vou viver como a cigarra daquela fábula infantil? Pelo contrário, ao aceitar a vida como ela se apresenta, sem resistência, a energia passa a fluir sem freios e as mudanças ocorrem das maneiras mais inesperadas. É mais ou menos como se abrir para as imensas possibilidades que a vida nos oferece, desde que estejamos atentos!

Todo mundo já deve ter passado por alguma situação em que optou por não criar expectativas e coisas maravilhosas ocorreram, simplesmente porque você estava aberto para isso! Ou quando uma solução para um problema surgiu do local mais improvável!

Confesso que viver no presente é um desafio! Estou só no início dessa caminhada, e vocês? Tem algum pensamento ou técnica que usam para focar no agora?

Beijos!