sábado, 26 de março de 2016

O poder da gratidão (ou como podemos mudar nossa realidade para melhor)

Olá pessoal,

Um dos meus filmes favoritos é o filme "A corrente do bem", lançado em 2000, alguém já assistiu? 

O filme conta a história de um menino chamado Trevor (Haley Joel Osment), que é desafiado pelo seu professor Eugene Simonet (Kevin Spacey) a fazer uma boa ação para três pessoas desconhecidas, com a única condição de que cada um dos beneficiados se comprometesse também a fazer uma boa ação para outros três estranhos, e assim por diante, numa verdadeira "corrente do bem"!  Na história, o que começou como um simples jogo escolar (pay it forward) toma proporções inesperadas e transforma a vida de várias pessoas, numa sucessão surpreendente de acontecimentos!

Trevor e a "corrente do bem"

Eu gosto muito desse filme porque ele fala do poder que cada pessoa possui de transformar a realidade à sua volta a partir de ações pequenas, que à primeira vista parecem insignificantes, mas que contribuem para criar uma espiral de positividade que afeta a todos. Ora, no filme, ao fazer uma boa ação para um estranho, Trevor fez com que aquela pessoa se sentisse melhor consigo mesma e fosse impelida a retribuir para outro desconhecido que, por sua vez, também foi contagiado por essa onda de positividade e agiu de forma positiva com mais alguém, e assim sucessivamente...

Essa ideia está presente nos estudos da Psicologia Positiva que mencionei no meu post Espresso com chantilly: Saindo da crise, que fala sobre o efeito contagioso das emoções positivas, as quais ampliam a percepção do indivíduo, o levam a pensar de forma mais flexível e a vislumbrar novas possibilidades de ação. Quem se sente bem consigo mesmo tende a fazer mais boas ações para quem está ao seu redor, num círculo virtuoso!

No filme, o desafio é fazer o bem para pessoas desconhecidas, o que teve um enorme impacto na vida daquelas pessoas! Agora imagine, caro leitor, o efeito que isso poderia ter nas nossas relações cotidianas com nossa família, amigos, colegas de trabalho, prestadores de serviço?

Pequenas ações como desejar "bom dia" para a zeladora do prédio, oferecer uma carona a um colega que utiliza o transporte público, convidar um amigo para almoçar e pagar a conta, lavar a louça antes de seu parceiro (a) pedir, se oferecer para cuidar do animal de estimação de um parente que vai viajar, visitar seus avós e passar um tempo de qualidade com eles, escutando com atenção as histórias de antigamente... as possibilidades são inúmeras!

Desafio você, meu querido leitor, a fazer uma boa ação para alguém que faz parte da sua vida e me contar o resultado! Como aquela pessoa reagiu? E você, como se sentiu? Houve alguma mudança significativa nos seus sentimentos nos dias seguintes à sua boa ação?

Eu acredito, de coração, que todos somos responsáveis pelo mundo em que vivemos! Então, vamos fazer a nossa parte e agir de maneira mais positiva com todos a nosso redor, para criar uma "corrente do bem" e transformar a nossa realidade!

Beijos!

sábado, 19 de março de 2016

SUP no Lago Paranoá!

Olá pessoal!

Hoje vou dar a dica de um programa para quem mora em Brasília e curte praticar esportes em contato com a natureza - fazer SUP (stand up paddle ) no Lago Paranoá!




Existem vários clubes que oferecem a modalidade na capital, mas gostei muito da estrutura e organização do clube Katanka, localizado no Setor de Clubes Sul, Trecho 4, ao lado do Clube de Golfe.

Pra começar, você pode reservar sua prancha diretamente através do site do clube, garantindo que irá remar no horário escolhido, sem precisar esperar em filas! No meu caso, escolhi logo o primeiro horário da manhã (8:30 - 10:00 h), para evitar o sol forte e pegar o lago mais calmo, com menos movimentação de barcos e lanchas, o que faz toda a diferença para evitar quedas indesejadas! 

Após fazer a reserva pelo site, recebi a confirmação no meu email com o horário e equipamento escolhido. O clube oferece equipamento de excelente qualidade; há pranchas mais estáveis para iniciantes e outras para praticantes mais avançados, e os remos possuem regulagem de altura, o que é essencial para facilitar a remada. O preço do aluguel é quarenta reais, para uma hora e meia de SUP.

No dia escolhido, cheguei cedinho para remar e curtir o visual! É uma ótima forma de fazer exercícios e relaxar em contato com a natureza!


Como o tempo de SUP é de uma hora e meia, você pode remar, descansar ajoelhado, sentado, ou até deitado na prancha, conversar, e aproveitar a vida ao ar livre, que é tão favorecida por esse clima ensolarado de Brasília!

E vocês, queridos leitores, já entraram na onda do SUP?

Beijos!

sábado, 12 de março de 2016

10 passos para uma casa organizada e uma vida mais feliz

Olá pessoal!

Hoje vou falar do livro da Marie Kondo - "A mágica da arrumação: a arte japonesa de colocar ordem na sua casa e na sua vida", que propõe uma técnica radical de organização para reduzir de forma definitiva tudo aquilo que mantemos em nossas casas e viver uma vida mais feliz.



Mas como fazer essa mágica?

1. Decida ser organizado.
- Descubra qual é a sua motivação para viver em uma casa mais organizada.

2. Dedique um momento único para organizar tudo de uma vez.
- Não adianta arrumar aos poucos, a organização deve ser radical para produzir efeitos.

3. Recolha todos os objetos espalhados pela casa.

4. Separe os objetos por categoria: roupas; livros; papéis; itens variados e itens de apego emocional.
- Não organize as coisas por cômodo, pois é comum guardar as mesmas coisas em lugares diferentes da casa.

5. Descarte tudo aquilo que não te faz feliz.
- Analise cada objeto a partir da seguinte reflexão: manter esse objeto na minha vida me trará alegria ou ele já cumpriu sua função?

6. Mantenha somente aquilo que te representa hoje.
- Mantenha somente aqueles objetos que estão intimamente relacionados aos seus valores e padrão de vida atual.

7. Guarde cada coisa em seu lugar.
- Após descartar aquilo que não lhe faz mais feliz, guarde os objetos remanescentes em locais previamente definidos na casa.

8. Mantenha a organização.
- No dia-a-dia, guarde as coisas imediatamente após seu uso.

9. Valorize aquilo que você tem.

10. Se dedique àquilo que você realmente gosta.
- Manter somente aquilo que nos traz felicidade desperta a consciência dos nossos valores e paixões, e sobra mais tempo e entusiasmo para se dedicar àquilo que realmente gostamos.

Eu adorei as ideias da autora, principalmente porque ela propõe a valorização de cada objeto a partir do seu significado para cada pessoa, ou seja, ter algo só faz sentido se estiver relacionado ao seu estilo de vida e aos seus valores. Em outras palavras, não se deve ter somente para ostentar ou acumular!

Acredito que a mensagem principal  do livro, tão essencial em tempos de excesso de consumo e materialismo, é reduzir, simplificar e valorizar o que temos, para vivermos mais felizes!

Quem diria que ter uma casa e uma vida mais organizada poderiam fazer tanta diferença?

Beijos,

sábado, 5 de março de 2016

Bike Brasília - vamos pedalar!

Olá pessoal!

Hoje vou dar uma dica sobre como cuidar da saúde e do bolso em um programa saudável e barato - o programa Bike Brasília, que existe desde 2014 na capital federal e disponibiliza trinta estações por todo o Plano Piloto, cada uma com doze bicicletas para uso compartilhado. 

Para utilizar as bicicletas, basta fazer seu cadastramento no site do Bike Brasília, informando os seus dados e do  seu cartão de crédito para habilitar um passe anual, pelo valor de R$10,00 (dez reais). O próximo passo é se dirigir a uma das estações, localizadas no Plano Piloto, e usar o celular para liberar o acesso a uma das bicicletas, através do telefone 4003-9846 ou por meio de um aplicativo, disponível  para download na página  http://www.movesamba.com.br/appbikebrasilia/.

Para liberar, primeiro você digita o número da estação em que você está, o número da bicicleta escolhida e depois, é só aguardar a luz verde acender para retirar a bicicleta. Pronto, é só começar a pedalar!


Estação nº 01 - Memorial JK
Bicicletas na Estação

O passeio com duração de até 60 minutos não é tarifado. Acima disso, paga-se R$5,00 por cada hora de utilização. As bikes estão disponíveis todos os dias, de seis horas da manhã até meia-noite!

É uma forma prática de pedalar, sem precisar se preocupar com espaço para guardar a bicicleta em casa!

Para quem não tem muito costume de andar de bicicleta na rua ou sente-se inseguro com o trânsito, uma boa ideia é pegar uma bike na estação em frente ao Parque da Cidade e pedalar dentro do parque, ou ainda naquelas estações próximas ao Memorial JK, Palácio do Buriti e Centro de Convenções, e pedalar na ciclovia que fica no gramado central do Eixo Monumental!


Ciclovia - Eixo Monumental

Pedalar fortalece o corpo, relaxa a cabeça e, de quebra. ajuda a desenvolver um novo olhar para aquelas paisagens que estamos tão acostumados a ver da janela do carro! 

Já usei as bicicletas laranjinhas algumas vezes e recomendo!! Outras cidades como Rio de JaneiroAracaju, e São Paulo também aderiram à moda do uso compartilhado de bicicletas! E vocês, já experimentaram? O que acham da ideia?

Beijos!

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Projeto para a felicidade - qual o seu?

Olá pessoal,

Nessa minha busca por uma vida mais prazerosa, um dos meus livros favoritos é o "Projeto Felicidade", da autora Gretchen Rubin, alguém conhece?


Mãe de duas crianças, moradora de Nova Iorque e escritora, Gretchen percebe que, embora tivesse uma vida confortável, não era tão feliz o quanto julgava que deveria ser, motivo pelo qual resolveu iniciar um "projeto para a felicidade". Nesse projeto, ela definiu doze resoluções, uma para cada mês do ano, que ajudariam a alcançar a felicidade dentro de sua vida cotidiana, sem precisar fazer transformações radicais.

Assim, ela iniciou o mês de janeiro com o objetivo de ter mais vitalidade, a partir de decisões prosaicas como dormir mais, se exercitar e organizar a bagunça dentro de casa; em fevereiro, buscou melhorar seu casamento ao brigar de forma construtiva e não esperar por elogios; em março, se desafiou a melhorar sua forma de trabalhar, ao criar um blog e aprender a pedir ajuda e, assim por diante... A cada mês, ela buscava cumprir uma nova resolução que a estimulava a viver de forma mais feliz no presente.

Em dezembro, Gretchen percebeu que havia encontrado sua "fórmula pessoal para a felicidade", resumida pela equação adicionar atividades que fazem bem + agir conforme suas convicções - eliminar comportamentos que geram sentimentos negativos = mais felicidade!

No caso da autora, ela se sentiu mais feliz ao evitar atitudes como falar sem pensar, fofocar, acumular entulho e comer comida processada em excesso, comportamentos que a faziam se sentir mal consigo mesma; ao adicionar atividades que lhe faziam bem, como escutar música e se divertir com a família; e se dedicar a coisas que acreditava serem corretas, como, por exemplo, se envolver com campanhas de doação de órgãos.

Todas essas atitudes criaram mais felicidade na medida em que transformaram a visão que ela tinha de sua própria rotina, que deixou de ser uma mera repetição de hábitos e reclamações para se tornar verdadeira oportunidade de crescimento pessoal, com novos desafios a cada dia!

Achei a ideia de ser mais feliz no dia-a-dia inspiradora, pois também acredito que a felicidade não pode estar associada somente a grandes conquistas ou transformações, como ganhar uma promoção, comprar um apartamento, um carro, ter um filho! Ela deve ser uma atitude diária, que exige uma mudança na forma como vemos nossa rotina e nossos relacionamentos!

Assim como a autora fez no livro, esse ano de 2016 tem sido meu ano de colocar ideias em prática, para aproveitar o presente e ser feliz agora. Para isso, estou aprendendo a não criar expectativas e a reclamar menos, passei a caminhar ao ar livre e a frequentar uma igreja, me desafiei a aprender um novo idioma, criei esse blog, só para citar algumas coisas que estou fazendo!

Claro que essa é uma lista muito pessoal, pois aquilo que me faz feliz pode não fazer nenhum sentido para outra pessoa, pois minhas resoluções estão relacionadas aos meus valores e às minhas características. Nesse sentido, me parece que cultivar a felicidade é também se conhecer melhor, o que é essencial...

E, vocês, queridos leitores, quais suas resoluções para seu "projeto para a felicidade em 2016"?

Beijos!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Comemorando um mês - Brou´ne!

Olá pessoal,

Hoje o nosso querido blog " Espresso com Chantilly" faz um mês!!

De lá para cá, já foram nove posts, tratando de assuntos tão diferentes como a discussão sobre o jeitinho brasileiro, a exposição ComCiência no CCBB,  a dica de filme no Cine Drive-In, como ser turista na própria casa, como viver no presente, só para citar alguns! 

Quem acompanha o blog desde o início já deve ter percebido que a minha ideia é mesclar posts mais reflexivos e críticos com dicas de programas bacanas em Brasília, espero que estejam gostando!

Também estreamos nossa página no Facebook para facilitar a divulgação e os comentários dos leitores! Não deixem de compartilhar os posts que gostaram e de comentar, seja na página do blog ou do Facebook!

Nesse clima de comemoração, minha dica é para adoçar a tarde... que tal um delicioso espresso com brownie quentinho para aquela pausa merecida? Um dos meus lugares preferidos em Brasília para me deliciar com essa dupla imbatível é a confeitaria Brou´ne, localizada na CLSW 301, bloco C, no Sudoeste.

Decoração da mesinha

Vitrine

Na minha última visita, meu pedido foi um espresso suave com um brownie "Twix", que chega quentinho à mesa e tem o tamanho ideal para adoçar o paladar, mas sem comprometer a balança! ; )



Sou super a favor de incluir momentos agradáveis ao longo da rotina, e vocês? Que atividades gostam de fazer para adoçar o dia a dia?
Beijos!

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Jeitinho brasileiro

Olá pessoal!

Essa semana estreei a página do blog no Facebook! Não deixem de curtir a página e compartilhar os posts com seus amigos! A ideia é ter mais um canal de comunicação, além da página na Internet! ; ) 

Hoje vou falar de um dos meus livros preferidos, A cabeça do brasileiro, publicado em 2007 pelo cientista político Alberto Carlos Almeida, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF). O livro apresenta os resultados de uma pesquisa estatística feita com 2.363 pessoas das cinco regiões do Brasil, as quais foram entrevistadas para identificar quais seus valores fundamentais em relação à corrupção, jeitinho brasileiro, papel do Estado, família, sexualidade, preconceito racial e política de cotas, entre outros assuntos. 




Os questionários partiram dos conceitos introduzidos pela obra de Roberto daMatta, antropólogo brasileiro que interpretou as relações sociais no Brasil e imortalizou a expressão "Você sabe com que está falando?", que seria o símbolo da hierarquização presente na sociedade brasileira, em contraposição às relações de igualdade vigentes nos EUA. 

Como explica Alberto Carlos Almeida, nos EUA, a desigualdade é transitória e contratual, justificada, por exemplo, na relação entre patrão e empregado. Fora dessa esfera, todos são considerados iguais e devem igual respeito às leis e normas vigentes. Já no Brasil a sociedade é eminentemente hierarquizada, o que significa que a posição e a origem social definem aquilo que se pode ou não fazer, e se a pessoa está acima da lei ou deve cumpri-la. A consequência dessa mentalidade é o enfraquecimento do respeito às leis e às normas, uma vez que elas podem ser descumpridas por vários motivos, em razão da posição social do "infrator" (você sabe com quem está falando?) ou de uma situação excepcional que autoriza um tratamento diferenciado (jeitinho).

De acordo com a pesquisa, ao serem perguntados "se alguma vez na vida o entrevistado já havia dado um jeitinho para alguém", "se alguma vez na vida o entrevistado já havia pedido para alguém dar um jeitinho a seu favor" e "se alguma vez na vida o entrevistado já havia dado um jeitinho", cerca de dois terços dos entrevistados responderam já ter utilizado o "jeitinho" para resolver alguma situação.

O jeitinho seria aquela zona cinzenta entre o certo e o errado, em que o contexto e as circunstâncias autorizam "quebrar" regras para que determinadas pessoas sejam beneficiadas. Algumas situações identificadas  por parte dos entrevistados como jeitinho pela pesquisa foram "pedir a um amigo que trabalha no serviço público para ajudar a tirar um documento mais rápido que o normal", "alguém consegue um empréstimo do governo que demora muito a sair, porque tem um parente no governo" e "uma mãe que conhece um funcionário da escola passar na frente da fila quando vai matricular seu filho". 

Para o autor do livro, quanto maior a utilização desse meio-termo em uma determinada sociedade, maior a chance de existir grande tolerância com a corrupção, pois a concepção do que é certo e errado varia conforme a situação, ou seja, é circunstancial. 

Almeida também destaca que o "jeitinho" brasileiro pode ser visto positivamente, pois seria "uma estratégia de navegação social", necessária diante de um Estado altamente burocratizado e ineficiente que não confere acesso a direitos igualitários a todas as pessoas, possibilitando que essas pessoas conquistem direitos que não conseguiriam alcançar de outra forma. Também seria uma forma de romper com as relações sociais hierarquizadas, que determinam o que cada um pode conquistar.

A pesquisa sobre o "jetinho" comprova, empiricamente, que a base social brasileira está fundada na desigualdade. Para o autor, essa característica da nossa sociedade dificulta a consolidação da democracia no país, cujo fundamento é a igualdade. Em outras palavras, as crenças que permeiam o meio social também influenciam o meio político, o que significa que a evolução da mentalidade da população brasileira, através do acesso à educação, é essencial para a alteração do sistema político. 

Com certeza esse é um tema bastante provocativo, que não se esgota em um único post! Essa vinculação sugerida pelo livro entre as crenças e valores vigentes na sociedade brasileira e os reflexos no sistema político brasileiro me fez pensar, dentre outras coisas, que a máxima "cada povo tem o governo que merece" tem mais verdade do que gostaríamos...

E vocês, o que pensam sobre o "jeitinho"??